Lidar com distúrbios de saúde mental dos colaboradores passa por uma forte estratégia de comunicação. Eis os três pontos-chave

A pandemia intensificou a deterioração da saúde mental da população, especialmente entre os adolescentes. O relatório “Diferentes realidades que alteram a vida: a crise global da saúde mental pós-pandemia”, elaborado pela equipa de Saúde da LLYC, fornece insights chave sobre as estratégias de comunicação que as empresas e instituições precisam de implementar para lidar com os distúrbios de saúde mental. 

Tome nota:

● Compreender para ajudar: a empatia e os dados. Compreender a realidade enfrentada pelas pessoas afectadas e dimensionar o problema ajudará a compreender a situação e impulsionará a procura de recomendações por parte de profissionais e instituições de saúde. A empatia e o conhecimento são necessários. Neste contexto, é mais importante do que nunca analisar a conversa, ouvir o que as pessoas afectadas dizem e tentar assimilar a sua perspectiva e experiência da realidade.

Para além de aplicar as soluções de Big Data e AI para analisar a conversa social e descobrir as preocupações das pessoas que sofrem da doença, é importante ir para além das redes sociais e ouvir as pessoas através de entrevistas e interacções cara-a-cara para compreender a sua perspectiva. Isto permite reunir insights relevantes para criar uma narrativa que ligue, crie mensagens personalizadas e as entregue através dos canais certos.

 

 Desestigmatização: comunicação que abre o caminho para a aceitação. A saúde mental é um tema que precisa de ser abordado com frequência e transparência para aumentar a consciencialização. É essencial que as campanhas sejam autênticas e que transmitam uma mensagem que se relacione com as necessidades do público.

O movimento global liderado por influentes e celebridades que procuram falar abertamente sobre saúde mental nas suas redes sociais, na sequência de casos como o do ginasta Simon Biles que se retirou de vários eventos nos Jogos Olímpicos de Tóquio, ou Justin Bieber que cancelou todos os seus concertos, é uma mudança encorajadora que promove a vulnerabilidade, a necessidade de reconhecer o problema e de procurar ajuda. O que costumava ser um desafio para as empresas é agora uma grande oportunidade para se ligarem ao seu público.

 

● Campanhas eficazes e multicanais para criar confiança e impulsionar a procura de ajuda. Estudos mostram que 60% das pessoas que precisam de ajuda não a pedem. É por isso fundamental desenvolver estratégias de comunicação bidireccionais e multicanais com mensagens diferenciadas por audiência e informação fiável, para assegurar que todas as pessoas afectadas tenham acesso a cuidados profissionais e medicamentos que tenham desenvolvido valor terapêutico.

As estratégias de comunicação devem incluir a educação, sensibilização e motivação das pessoas para procurarem ajuda profissional. Mas também através de projectos de advocacia que criem confiança entre a sociedade, a comunidade médica e as instituições de saúde.

fonte: hrportugal.sapo.pt

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